10 de abril de 2015

Você sabe fazer e receber críticas?

criticanorelacionamento

Uma das características fundamentais do ser humano é a sua imperfeição e, portanto, a sua transitoriedade. Temos o livre arbítrio para escolher: estagnar ou crescer. As mudanças que permitem o nosso aperfeiçoamento decorrem de alguns pressupostos. Inicialmente a consciência dos aspectos que barram a nossa felicidade. Depois o desejo verdadeiro de querer mudar. Finalmente, as ações necessárias para a transformação.

A ignorância ou a não aceitação desses princípios é que leva uma pessoa a querer mudar a outra, através da crítica e do julgamento. A crítica pode ser entendida como toda a observação específica referente a um determinado comportamento, que encoraja uma pessoa a melhorá-lo, reforçá-lo ou desenvolvê-lo.

Tipo de crítica

A crítica pode ser positiva ou negativa. A positiva reforça o comportamento. A negativa visa corrigir ou melhorar o comportamento ou desempenho de baixa qualidade ou insatisfatório. Ambas devem ser construtivas. Mas também existem pessoas que fazem críticas destrutivas. Esse tipo de crítica cria um ciclo negativo de ataques e contra-ataques, principalmente se o casal for composto por pessoas obsessivas ou ressentidas. Toda a admiração pelo outro morre, dando espaço apenas a aspectos negativos.

Muitos tendem a criticar constantemente as pessoas que os rodeiam. Mas, quase sempre o parceiro é a maior vítima. Costumamos sempre ficar apontando os pontos negativos dos outros. Como seres imperfeitos, nem sempre temos a consciência dos aspectos que atrapalham a nossa felicidade amorosa. Muitas vezes, ansiamos por um forte desejo de mudança, mas quando não encontramos as ações necessárias para nos transformar, é mais fácil mostrar ou exigir que o outro mude.


Esquecemos que toda mudança de comportamento é pessoal, intransferível e inalienável: ninguém muda ninguém. O filósofo Immanuel Kant já dizia: “Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem EXCLUSIVAMENTE da aplicação do nosso próprio esforço”.

Aprenda a receber críticas

Na hora de resolver os conflitos é que surgem as dificuldades. Um não sabe se expressar. É crítico e cruel. O outro por ser muito sensível fica magoado e entende uma crítica construtiva como sendo destrutiva. É preciso aprender a fazer e receber críticas construtivas. Deve existir um espírito conciliatório para absorver o conteúdo da mensagem. Ser tolerante com as falhas do parceiro.

Com o passar do tempo os casais costumam queixar-se de que não são compreendidos. Quando uma questão é colocada antes de concluir a exposição do assunto o outro já se coloca na posição de “atacado” ou ofendido. Os argumentos de defesa vêm em forma de crítica. Isso ocorre porque nem todo mundo consegue colocar as emoções de lado na hora do conflito. Poucos têm a habilidade de ouvir ativamente o outro. Para o casal que tem uma boa flexibilidade para conviver com as diferenças, resolver os conflitos aceitando que através da crítica construtiva podem ir se transformando e se lapidando, não há nada como uma boa discussão.

 

Esqueça as expectativas

Todo o relacionamento pautado na expectativa de que o outro mude pode acabar em frustração e fracasso. “O excesso de expectativa é o caminho mais curto para a frustração”, disse Martha Medeiros. Quem se julga perfeito e não consegue lidar com as imperfeições alheias pode acabar saindo da rota do amor. O pior é que a crítica que era dirigida ao par amoroso, após o término da relação se volta contra o próprio. Ele se tortura por ser culpado do fracasso amoroso.
Relacionamento não significa aprisionamento. Ninguém é dono de ninguém. As pessoas são livres e ficam ao lado de outra pessoa por livre e espontânea vontade. Impossível nos dias atuais conseguir manter relacionamentos saudáveis sem o respeito à individualidade. Quando um dos parceiros sente tolhida a sua liberdade o melhor a fazer é conversar e tentar realinhar a relação, ou seja, preservar a união sem esquecer da própria identidade.

O que funciona é ajudar no progresso da pessoa amada com incentivos positivos e bons exemplos, não com críticas destrutivas carregadas de frustrações.

Veja também: O desafio de recomeçar

 

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