08 de julho de 2016

Atração Física

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Todos nós sonhamos ter um relacionamento amoroso verdadeiro, intenso e seguro.

No entanto, tudo começa pela atração física, que tem muito a ver com a paixão. Uma sensação e um sentimento meio inexplicável.

A tão famosa “química”. Sempre costumo dizer, nas minhas entrevistas, que se ela não acontecer, desista! Sem tesão, não tem solução… Nenhum casamento se mantêm intacto quando falta o sentimento de pele. Os riscos de ruptura ou de traição são sempre iminentes.

A atração física no relacionamento é uma base importantíssima quando existe cumplicidade entre o casal. Quando existe respeito, amizade e afeto. Estes são fatores primordiais para o desenvolvimento e crescimento pessoal e profissional de ambos.

Compartilhar sonhos, novos projetos, falar das angústias e inquietudes. Ter alguém para andar de mãos dadas, viajar, dançar. Acordar e saber que o outro está ali e que é possível abrir o coração, confiar e se entregar por inteiro, sem medos.

Encontrar alguém com todas essas características, nos dias de hoje, é muito raro. Ninguém de sã consciência desperdiça alguém tão interessante. Saber valorizar os pontos positivos e relevar alguns defeitinhos é importante para assegurar um relacionamento feliz e duradouro. E tudo isso, é fruto da união entre duas pessoas que fazem todo o possível para permanecer sintonizados , se descobrindo continuamente. A atração física sozinha não segura nenhuma relação.

Saber dosar a atração física, o companheirismo, a amizade e o afeto, este é o segredo para construir e manter uma relação a dois mais verdadeira e prazerosa. É bom lembrar sempre que a pessoa amada é uma joia preciosa que possuímos.

 
 
17 de junho de 2016

A MAIOR TRAGÉDIA DO AMOR É QUANDO O MEDO DE PERDER É MAIOR DO QUE A VONTADE DE GANHAR

“Estamos namorando há oito meses. Enfrento diariamente o medo de perder a pessoa amada. Meus relacionamentos não são duradouros por causa dessa minha neurose. Às vezes, prefiro terminar apenas para não sofrer. Sei que sufoco, mas não consigo me controlar. Preciso de ajuda.”

Sara, 33 anos.

A estruturação da vida afetiva começa cedo, na infância. Se tivermos uma experiência de afeto e acolhimento por parte, principalmente, dos pais, internalizamos uma visão do mundo com um lugar bom e passamos a ver os outros como pessoas que nos querem bem. Ao contrário, se nossas primeiras experiências com as pessoas são sofridas solidificamos a crença de que as pessoas, em princípio, são ruins e poderão nos fazer mal. Desconfiança é medo. Desconfiar é deixar de viver o presente para tentar controlar o futuro. Quem desconfia, sofre sempre! O parceiro deixa de ser objeto de prazer e passa a ser um possível causador de sofrimento e decepções.

É preciso ter sempre em mente que ninguém é dono de ninguém. É falsa a crença da posse no amor. As pessoas ficam juntas porque querem e não porque se pertencem. É inútil querer que o parceiro se comporte da maneira que nos interessa para anular o nosso medo de perder. No fundo, queremos que o outro mude para não nos sentirmos ameaçados.

Quando um dos parceiros acredita que não consegue mais viver sem a pessoa amada e passa a se dedicar excessivamente ao outro, algo está errado. Para preservar a união é fundamental o respeito à individualidade e não esquecer a própria identidade. Investir demais num relacionamento pode ser perigoso. Tudo o que é demais, perde a graça. O ser humano tem na sua essência a necessidade do mistério, da novidade. Ninguém suporta o patrulhamento, a cobrança e a falta de confiança. Para exigir respeito, primeiro precisa se respeitar. A relação amorosa não pode fechar a vida para as amizades, o lazer, o trabalho, a família, a vida social. É um grande erro tentar afastar a pessoa amada dos amigos ou da família.

Ao invés de amor colhe-se frustração, decepção e, certamente, ninguém gosta de ter ao seu lado uma pessoa infeliz que só implica e aponta as diferenças.

O amor é o mais perfeito e completo exercício da vida. Assim como a vida, ele não vem com o “script” pronto. É preciso acreditar, apostar na força do amor, dar liberdade e principalmente confiar no próprio taco. Se isto não estiver acontecendo é importante avaliar a sua forma de amar e tentar descobrir os motivos do seu descontrole. Que tal trabalhar as inseguranças, o ciúme e elevar a autoestima? Se não quiser perder a pessoa que ama, sugiro que busque auxílio na terapia.