01 de novembro de 2016

LEVEI UM FORA

NAMORAMOS DURANTE CINCO ANOS. RARAMENTE NOS DESENTENDÍAMOS. NOSSA VIDA
ERA CALMA, TRANQUILA E O RELACIONAMENTO FLUÍA BEM. SEMPRE FOMOS
REFERÊNCIA DE CASAL NOTA 10. HÁ UM MÊS, SEM BRIGAS, MUITO
TRANQUILAMENTE, ELA OLHOU PARA MIM E DISSE: “VOCÊ É UM HOMEM
MARAVILHOSO, TEM UM BOM CORAÇÃO, É ENGRAÇADO E DIVERTIDO, MAS NÃO O
AMO MAIS... NÃO ME LEVE A MAL. QUERO PARAR POR AQUI. NÃO EXISTE OUTRA
PESSOA, NÃO HÁ NADA ERRADO COM VOCÊ, APENAS QUERO FICAR SOZINHA.
NESTE MOMENTO, TENHO OUTROS PLANOS. PRETENDO CURSAR UMA ESPECIALIZAÇÃO
FORA DO PAÍS, DAR UM NOVO RUMO À MINHA CARREIRA PROFISSIONAL. ENFIM,
QUERO FICAR COMIGO MESMA. NÃO ME QUEIRA MAL, PODEMOS FICAR AMIGOS”,
FINALIZOU.

CONFESSO QUE FIQUEI CHOCADO. CHOREI, ARGUMENTEI, FALEI SOBRE OS NOSSOS
PLANOS. NÃO ADIANTOU. NOSSO RELACIONAMENTO ERA SÓLIDO. ELA NÃO MUDOU
DE COMPORTAMENTO. NÃO DEU NENHUMA PISTA, NEM SINALIZOU QUE ALGO NÃO IA
BEM.  E AGORA?

Calma! O fim de um relacionamento abala qualquer um. Ainda mais quando
acontece sem ser esperado. Sem brigas. Sem grandes explicações, falta
compreensão. O mundo vem abaixo. Conclusão: quem eu quero, não me
quer mais... Levar um fora dói, sim! Mas, não é o fim do mundo.
Acredite, você vai dar a volta por cima.

Levar um fora após três meses de namoro, após alguns encontros é
diferente de uma relação de longa data. Existe a ruptura de um
vínculo emocional. São muitas as áreas da vida de ambos que por um
bom tempo se entrelaçaram, como amigos comuns e familiares. Quanto
maior o envolvimento, mais difícil a aceitação do termino,
obviamente, pela parte que não queria romper.

O primeiro passo para superar uma desilusão amorosa é cuidar de você
para poder, aos poucos, sarar as feridas. Vale chorar, pedir colo,
desabafar com alguma amiga ou amigo e até buscar ajuda terapêutica.
Importante: não esconda as suas emoções. Admita que está sofrendo,
mas não se entregue. Viva um dia de cada vez. A vida continua...

Cada um reage à sua maneira numa hora dessas. É preciso tomar
consciência de que ela foi clara: é definitivo.  Costumo dizer que
relacionamentos calmos demais são tão nocivos quanto os explosivos.
Isso significa que ela, internamente, não estava mais feliz, ou seja,
os sentimentos dela já sinalizavam que não conseguiria manter a
relação. Não a culpe por isso e, muito menos não se culpe. Não
permita que tudo isso abale a sua autoestima e nem a sua capacidade de
acreditar no ser humano e no amor.

Nesta hora, não caia na armadilha de denegrir a imagem dela. Aceite os
fatos, implorar para voltar, fazer cenas de ciúmes, ficar pensando nos
bons momentos e olhando fotos, certamente, não ajudará em nada. Guarde
no seu coração os bons momentos e aceite a decisão dela. Ao que tudo
indica parece que ela foi muito sincera com você.

Todo esse processo é demorado e doído. Mas todo fim traz consigo,
também, a perspectiva de um novo começo.

Pense nisso!
 
 
20 de setembro de 2016

CASAIS QUE DIZEM “NÓS” RESOLVEM MELHOR SEUS CONFLITOS

_O USO DA LINGUAGEM DO"NÓS" É UMA CONSEQUÊNCIA NATURAL DE UM
SENTIMENTO DE PARCERIA, DE SER DO MESMO TIME, E DA CONFIANÇA EM SER
CAPAZ DE ENFRENTAR OS PROBLEMAS JUNTOS.___

As pessoas frequentemente queixam-se dos casais que constantemente
referem-se a si mesmos como "nós" - os críticos afirmam que isso
revela convencimento, presunção e até abrir mão da individualidade.

Mas um novo estudo, realizado na Universidade de Berkeley, nos Estados
Unidos, divulgado na BBC, sugere que os cônjuges que usam "a linguagem
do nós" são mais capazes de resolver seus conflitos do que aqueles que
se mantêm no "eu e você".

MENOS ESTRESSE FISIOLÓGICO

Os pesquisadores analisaram as conversas entre 154 casais de meia-idade
e mais velhos sobre os pontos de desacordo em seus casamentos e
descobriram que aqueles que usaram pronomes como "nós", "nosso" e
"nós" se comportaram mais positivamente em relação um ao outro e
demonstram menos estresse fisiológico.

Por outro lado, os casais que enfatizam sua separação, usando pronomes
como "eu", "meu" e "você" foram considerados menos satisfeitos em seus
casamentos. Isso foi especialmente verdadeiro para os casais mais
velhos. Seu uso de pronomes que denotam separação foi mais fortemente
ligado a casamentos infelizes, de acordo com o estudo.

COMPARTILHAMENTO DA IDENTIDADE

Além disso, o estudo descobriu que os casais mais velhos se identificam
mais como "nós" do que os casais de meia-idade, sugerindo que enfrentar
obstáculos e superar desafios juntos a longo prazo, incluindo criar
suas famílias, pode dar aos casais um maior sentido de compartilhamento
da identidade.

"A individualidade é um valor profundamente enraizado na sociedade
[ocidental] mas, pelo menos na esfera do casamento, para ser parte de um
'nós' vale muito a pena ceder um pouco do 'eu'", diz Robert Levenson,
coautor do estudo publicado no último exemplar da revista _Psychology
and Aging_.

SENTIMENTO DE PARCERIA

Estudos anteriores demonstraram que o uso de "nós" ou da "linguagem da
separação" é um forte indicador da satisfação conjugal em casais
mais jovens.

Estes últimos resultados, contudo, levam essas conclusões várias
etapas à frente ao demonstrar o quão poderoso essa correlação é em
casais mais estabelecidos, relacionando-a com as emoções e com as
respostas fisiológicas que ocorrem quando os cônjuges se unem ou se
polarizam em face de divergências.

"O uso da linguagem do"nós" é uma consequência natural de um
sentimento de parceria, de ser do mesmo time, e da confiança em ser
capaz de enfrentar os problemas juntos," afirmou Seider Benjamin, outro
participante da pesquisa.

PARA REFLETIR: "EU E VOCÊ" VERSUS "NÓS": quando se trata da
satisfação conjugal, os pronomes realmente importam?