27 de março de 2015

O amor, segundo a ciência

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Você com certeza já ouviu a expressão “ah, não rolou química com aquela pessoa”. A frase, apesar de ter se transformado em clichê, e ser vista, muitas vezes, como desculpa para não ficar com alguém, é a mais pura verdade, segundo diversos estudos científicos feitos nos últimos anos. Existe, sim, a tal da química do amor, e ela começa com a paixão, que também é um processo químico. Veja como funciona.

A paixão, segundo pesquisadores suíços, geralmente nasce entre pessoas com características genéticas diferentes. Isso ocorre porque queremos que nossos filhos tenham um sistema imunológico forte, capaz de protegê-los de doenças e ameaças. Mas ninguém sai por aí fazendo perguntas sobre o DNA do outro, ok? Tudo ocorre de forma inconsciente.

Quando ocorre a paixão, o cérebro também se enche dopamina e norepinefrina, dois hormônios que causam aquelas sensações que você com certeza já sentiu um dia ou viu em filmes: frio na barriga, ansiedade, medo, felicidade quando recebe uma mensagem do outro e por aí vai.

A dopamina, citada logo acima, é o principal hormônio do amor. O problema é que ela também está associada ao vício. Um usuário de droga, por exemplo, libera muita dopamina quando está usando o entorpecente. Por isso, é preciso tomar cuidado durante a paixão, caso contrário o amor pode se transformar em obsessão e vício, dois sentimentos destruidores que nada tem a ver com o sentimento.

Ah, o amor

Depois desse “faro genético” da paixão, o casal, inconscientemente, procura formas para estreitar laços e, futuramente, proteger os filhos — quando (e se) eles vierem. É nessa fase que surgem outros dois hormônios, chamados ocitocina e a vasopressina. Eles “originalmente” têm a função de estreitar a ligação entre mãe e filho e são liberados durante o parto e a amamentação. Mas os cientistas descobriram que os danadinhos também são os responsáveis por fortalecer a relação no casal e transformar aquela paixão inicial em amor.

Antropologia do amor

Josefina Pimenta Lobato, no livro a Antropologia do Amor, diz que as mulheres se atraem mais por homens bem sucedidos e os homens por mulheres belas. A afirmação, que a primeira vista parece ser sexista, na verdade foi comprovada pelo psicólogo evolutivo David Buss. Ele entrevistou 10 mil pessoas em 37 países diferentes. “O resultado foi o mesmo independentemente de local, habitat, sistema cultural ou tipo de casamento”.

Homens delicados

A Universidade de Michigan fez um estudo inusitado. Eles descobriram que as mulheres costumam preferir homens com traços masculinos marcados para casos passageiros, mas optam por moços com feições mais delicadas para relacionamentos sérios. Isso porque os “machões” também têm mais testosterona, o que aumenta a possibilidade de eles serem violentos ou infiéis. Essa ciência descobre cada coisa, hein?

Para a matchmaker Marlene Marlene Heuser, que está à frente da Golden Years, a ciência pode sim contribuir para entender o amor, mas esse sentimento, antes de tudo, é mais uma decisão pessoal. “A vida é feita de escolhas e o amor é uma delas. Amar é uma decisão pessoal e intransferível. Só você pode decidir amar ou não investir na relação pelo simples medo de que “pode não dar certo”. É melhor amar e perder do que nunca amar, mesmo que a perda seja dolorosa.”

Veja também: o mito do par perfeito e as aparências!

 

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