15 de abril de 2016

Harmonizando emoções

A busca pelo status, pela felicidade e pela sobrevivência tornou-se uma
obsessão no contexto social em que vivemos. Deitamos e acordamos com os
olhos voltados para a realidade do mundo globalizado: moeda em alta, bolsas
em baixa, desemprego e falta de dinheiro para honrar com os compromissos.

Diante destes inimigos cada um reage de forma diferente. Quem apostou no
conhecimento está mais capacitado para identificar novas oportunidades. Tem
gente que se sente impelida a atingir um clima de permanente alto-astral,
nem que para isso tenha de violentar-se. No entanto, este perfil, não raro,
apresenta ansiedade, crises de depressão, melancolia, síndrome do pânico ou
alguma fobia social.

Estes problemas afetam diretamente os relacionamentos. O cônjuge nem sempre
sabe como reagir diante da instabilidade emocional do parceiro, que diante
de situações desconhecidas, não raramente, perde a noção de limites. A falta
de diálogo e de preparo para conviver e reagir diante das adversidades pode
levar a ruptura do relacionamento. Quem vive conflitos psicológicos dentro
de si tem dificuldades nas relações humanas e sociais. Ninguém se prepara
para lidar com contradições e com os conflitos que fazem parte da vida.

É importante evitar a desarmonia, mas, quando ela é inevitável, o melhor a
fazer é aprender com ela. É inegável que as pessoas nos dias atuais estão
mais tristes. Os lares, hoje, mais parecem moradias de pessoas do mesmo
nome. Falta calor humano, afeto e amor. É que na busca desenfreada de
redecorar casas e escritórios, esquecemos de fazer a decoração interna, o
rearranjo de nós mesmos.

As dificuldades naturais que a vida coloca diante de nós geram insegurança e
um medo, muitas vezes, paralisante. Todos nós passamos por momentos em que
parece nos faltar o chão. Não conseguimos vislumbrar uma saída para um
problema de difícil solução. Estamos energeticamente tão desequilibrados que
nada dá certo.

O carro fica na rua sem combustível. O celular cai e quebra. A meia de nylon
fura bem na hora da reunião. A empregada não aparece para cuidar das
crianças. A explosão parece iminente. E nestas horas costumamos lavar a alma
e despejar nossas desventuras em quem está mais próximo.

Colocamos as pessoas a quem mais amamos na posição de inimigos que
desempenham um importante papel em nossas vidas, pois nos ajudam a ter mais
consciência dos nossos próprios defeitos, fazendo-nos amadurecer e adquirir
maior força interior. Que tal, substituir as pessoas queridas por uma
“árvore dos problemas”, assim como fez o sábio carpinteiro? Não descarregue
seus problemas e frustrações nas pessoas, principalmente naquelas que você
tanto ama.

 

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