20 de dezembro de 2014

Comprar não vai acalmar seu sofrimento

Woman shopping

O fim de namoro é dolorido e machuca. Após o término, sentimo-nos desamparados e vazios. Se a paixão ou o amor ainda existiam, a dor fica maior ainda. O problema é que, para lidar com a separação, algumas pessoas recorrem a práticas não tão saudáveis, como a compra excessiva.

Elas acham que, ao adquirir algo novo, podem suprir a falta que o antigo namorado (a) faz. A arquiteta Ana Lúcia, 27 anos, confessa que o fim dos seus relacionamentos invariavelmente acaba em algum shopping. “Não compro por necessidade e sim para obter satisfação, para preencher o vazio”, diz. O problema é que a felicidade gerada pela compra se esvazia rapidinho. “Assim que a sensação de bem-estar vai embora, choro arrependida e fico com as contas para pagar”, diz ela.

O analisa de sistemas Mario Celso, 25 anos, também tentou encontrar nas compras um acalanto para a separação. Após o término de um namoro, ele saiu deprimido pela cidade e acabou comprando um carro novo, com uma prestação que não cabia no seu bolso. “Na hora da compra sai eufórico e com o ego massageado”, relata. Uma semana depois, no entanto, ele não fazia ideia de como pagaria a parcela do veículo.

“Superar uma tentativa que falhou é apenas algo com que todos têm que lidar um dia. É um processo. Não adianta tentar contornar o término com compras, pois não funciona. A felicidade advinda dessa prática é falha e passageira”, relata Marlene Heuser, matchmaker à frente da Golden Years.

Doença

A compra excessiva também pode acabar se transformando em doença, conhecida como oniomania, segundo a Sociedade Brasileira de psiquiatria. Algumas pessoas enquanto não adquirem determinado produto chegam a suar frio, ter taquicardia e ficam ansiosas. Elas compram e, em seguida, se arrependem porque não têm condições financeiras para manter o vício.

Os principais fatores que determinam o aparecimento da doença são:

Genética: o indivíduo pode ter uma pré-disposição para desenvolver esse tipo de doença.

Ambiente familiar: cada membro tem uma dimensão e compreensão diferente de determinados valores, como, por exemplo, o papel do dinheiro.

Personalidade: quem desenvolve a doença tem baixa autoestima e personalidade frágil.

Cultura: nossa cultura estimula o consumo e a posse de bens materiais.

A síndrome sempre é desenvolvida por um fator desencadeador, como, por exemplo, o término de um relacionamento. Se você acha que tem oniomania, procure um profissional que possa ajudá-lo. O comprador compulsivo precisa compreender que não está fadado à falência e à infelicidade eterna, mas precisa estar disposto a buscar um tratamento adequado.

Veja também: A busca pelo amor

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>