Category Archives: Comportamento

11 de agosto de 2017

As suas decisões são tomadas por conta própria?

Em quase tudo que fazemos, aprendemos a dar valor às opiniões de pessoas que respeitamos. A decisão final é quase sempre tomada depois de consultar múltiplas fontes. Por esta razão, quando estamos diante de um dilema, sobretudo sobre questões de relacionamentos, buscamos uma segunda opinião.

Muitas vezes, tomamos decisões precipitadas porque nos guiamos pelo que os outros dizem. Entre as muitas pressões que sofremos estão as de familiares e amigos que, com a melhor das intenções, perguntam: ”Afinal, este casamento sai ou não sai?” ou “Quando pretendem ter filhos?” Este tipo de pressão ocorre também em outras áreas da nossa vida. Na escolha de um curso, de uma profissão, compra de um imóvel.

Quando pessoas que nos são importantes dão sua opinião corremos o risco de tomar decisões que não dependem do nosso desejo ou de nossas possibilidades.

É preciso tomar muito cuidado com a opinião dos outros.  Nas questões amorosas este cuidado deve ser redobrado. Afinal, ninguém conhece o que se passa no nosso íntimo e nem consegue avaliar com profundidade a relação com o outro. Na maioria das vezes o ouvinte está conhecendo um lado da história. E o outro lado? Cada um tem a sua verdade.  O ideal é opinar quando se ouve os dois envolvidos. As pessoas próximas costumam dar conselhos e opiniões refletidos em suas vivências, e não nas nossas. É importante, sim, dividir as dificuldades do relacionamento com alguém em quem confia, até porque nos redemoinhos da paixão pode não haver espaço para a racionalidade. E um ato intempestivo pode levar ao arrependimento. O amor tem suas flutuações, melhor não desistir antes da hora. A decisão final deve ser tomada por conta própria.

 
 
06 de maio de 2016

Controle o seu temperamento, pelo menos em público

Falta de educação, narcisismo e descontrole emocional podem acabar com a imagem de qualquer um. Bom senso é fundamental.

Tudo começou quando um casal (um estrangeiro e uma linda jovem) entrou num restaurante muito elegante em São Paulo e sentou-se numa mesa que estava reservada para outras quatro pessoas. Imediatamente foram alertados pelo garçom que seria preciso mudar de mesa. Inconformada, a moça reagiu dizendo: Seu mal educado, seu grosso. Tá pensando o quê?Assustado, o funcionário chamou o mâitre que, delicadamente, explicou que eles poderiam sentar-se numa mesa mais ao fundo do restaurante, de dois lugares, tão boa quanto a primeira e ao lado de uma grande personalidade do mundo político. Acomodada na tal mesa, mas ainda inconformada com a troca, a jovem continuou a falar mal do garçom num tom de voz alto para que todos no local pudessem ouvir. Até que um cliente bateu nas costas da moça e disse: A senhora poderia falar mais baixo e parar de humilhar o garçom? Ao que prontamente elarespondeu: Cala a boca, seu b…a!. Injuriado, o cliente reagiu: Cala a boca você, sua garota de programa! Sem pestanejar a garota jogou um copo de água no homem que revidou com outro, que em seguida recebeu um copo de vinho bem no meio do rosto revidado em seguida. Vendo a cena o estrangeiro foi embora horrorizado seguido pela moça que saiu atrás xingando a todos. Em função do triste espetáculo, o restaurante, preocupado com a sua imagem, pediu desculpas e não cobrou o vinho servido a boa parte dos clientes.

Este tipo de incidente costuma acontecer em supermercados, consultórios ou salas de aula e mostra a que ponto as pessoas podem chegar quando são contrariadas nas suas vontades. Um livro lançado nos EUA, Epidemia do Narcisismo, fala sobre o quanto as pessoas estão preocupadas em atrair para si as atenções e nada atentas ao que acontece com os outros. Para quem não se lembra, Narciso é uma figura mitológica tão apaixonada por si que passava o dia olhando-se refletido num lago. Narcisismo, temperamento difícil, falta de educação e descontrole emocional infelizmente andam juntos e nos últimos tempos têm patrocinado episódios que podem incluir até cenas de violência.

Quem era a moça da história não importa, porque controle pessoal e comedimento não estão associados a uma ou outra profissão, mas a percepção do quanto nosso comportamento pode afetar as pessoas que estão a nossa volta. Quando se tem a exata medida do quanto somos capazes de fazer bem ou mal para quem está próximo a nós, em qualquer profissão ou situação, avançamos muito como pessoas e não corremos o risco de ser acometidos pela Epidemia do Narcisismo.

Procurando um novo amor?

Fuja de pessoas excessivamente narcisistas. Você nunca será suficientemente bom e interessante para ela!